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O que você deveria saber sobre hipertensão

Qual a hora certa de procurar um geriatra?

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Até certo tempo o geriatra era visto como médico de “velhos” e por isso mesmo as pessoas resistiam a procurá-lo, parecendo que assim conseguiriam evitar a velhice. Hoje essa concepção mudou e as consultas a geriatras estão cada vez mais comuns.

A partir de que idade é recomendável procurar um geriatra?

Não existe uma idade limite para procurar um geriatra. Deve-se entender o papel do geriatra como médico. O geriatra avalia a saúde de um indivíduo além do aspecto tradicional, orientado principalmente para tratamento de doenças. Sua avaliação integra diversos aspectos que impactam diretamente no bem-estar psicossocial, como cognição, afetividade, status funcional, social e espiritual. Ele é capaz de prevenir, avaliar e tratar doenças dos mais diferentes aparelhos do nosso corpo, pois tem conhecimento geral de cada área da medicina, trabalhando em conjunto e encaminhando os pacientes para os especialistas quando necessário. Preocupa-se, portanto, com todos os aspectos da saúde do idoso, mas de acordo com as particularidades da saúde diante do processo de envelhecimento.

Portanto, todo indivíduo que desejar ter um médico responsável pela sua saúde como um todo e que deseja envelhecer com saúde deve procurar um geriatra independente de sua idade.

Quais os sinais de que está na hora de procurar um geriatra?

Alteração de memória ou de comportamento, perda da capacidade de realizar atividades que antes eram desempenhadas com facilidade, quedas, necessidade de acompanhamento médico com diversos especialistas, necessidade de tomar quatro ou mais medicamentos diferentes e perda de peso são alguns sinais que devem motivar a procura de um geriatra.

Qual a função do geriatra?

A função do geriatra é avaliar o paciente sistematicamente abrangendo os aspectos clínico, cognitivo, afetivo, ambiental, social, econômico, espiritual e funcional; identificando problemas já existentes; levando em consideração a integração de todos esses aspectos, a partir dos quais ele vai estabelecer um plano de tratamento e reabilitação para o paciente, bem como uma estratégia para prevenção de complicações futuras.

Como ele pode auxiliar na qualidade de vida de uma pessoa?

Ao avaliar o paciente de forma global, é possível promover mudanças visando a melhora da funcionalidade, independência, saúde física e mental, através de modificações no estilo de vida, tratamento específico para doenças orgânicas e recuperação de perdas ou limitações que acarretam em grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Com que frequência é recomendável ir ao geriatra?

A frequência de visitas a um geriatra varia individualmente, sendo determinada de acordo com a avaliação inicial do paciente, e pode ser alterada no decorrer do acompanhamento.

**Esse texto foi originalmente publicado no site no portal de saúde IDMED: http://idmed.com/.**

**Os textos publicados no site têm o objetivo de informar e não substituem a consulta médica.**

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Quedas dentro de casa são comuns entre idosos: saiba como evitá-las

Quedas dentro de casa são comuns entre idosos: saiba como evitá-las

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As quedas entre idosos são mais comuns do que se imagina. Entre 35 e 45% das pessoas acima de 65 anos caem no período de um ano e metade dos que sofrem quedas o fazem mais de uma vez ao ano. Dessas quedas, mais da metade acontecem dentro de casa, por isso, o ideal é tomar algumas precauções no seu lar.

Qual o tipo de queda mais comum?

É a queda resultante da interação de múltiplos fatores de risco, como: obstáculos ambientais, efeitos medicamentosos, alterações da acuidade visual, diminuição da sensibilidade tátil nos pés, déficit cognitivo, ataques de tontura, déficit de equilíbrio e alterações da marcha.

Quais as consequências da queda no idoso?

As consequências variam de leves escoriações até lesões graves que resultam na morte do paciente. Lesões graves que incluem fraturas, lacerações, contusões graves de tecidos moles e trauma cranioencefálico ocorrem em 5 a 15% das quedas. Aproximadamente 8% das pessoas acima de 65 anos passam pelos serviços de emergência todo ano por lesões resultantes de quedas.

Quais as dicas para uma pessoa que está construindo uma casa, onde irá morar um idoso, para evitar quedas?

De uma forma geral devem-se evitar ambientes com mais de um andar. Casas planas, em terreno bem nivelado, são as ideais. As escadas necessitam sempre de corrimãos. Outra dica é projetar um ambiente bem iluminado, com iluminação nos corredores e passagens, ativadas por sensores de presença. Mantenha as passagens livres de obstáculos como mesinhas, cadeiras, objetos decorativos, entre outros. Os tapetes são inimigos dos idosos e devem ser eliminados, dando preferência a pisos antiderrapantes. Outra dica é construir suítes para evitar deslocamentos noturnos para esvaziar a bexiga. Nos banheiros instale barras de apoio, eleve a altura do vaso sanitário e também coloque iluminação ativada por sensor de presença.

Na cozinha, o que pode ser mudado ou adaptado para evitar as quedas?

Na cozinha devemos retirar tapetes e passadeiras. Caso o piso seja muito escorregadio, instale um revestimento antiderrapante. As superfícies cortantes devem ser todas protegidas. Procure disponibilizar todos os utilitários, talheres e pratos em gabinetes e prateleiras baixas. Armários altos são de grande risco para serem acessados.

No banheiro, assim como na casa toda, tapetes soltos devem ser evitados?

Devem ser eliminados, tapetes soltos são um grande perigo. Aqueles de grande valor sentimental poderão ser colocados nas paredes como objeto de decoração.

No quarto, quais as dicas?

Quarto amplo, bem iluminado, evitando mesinhas de cabeceira e móveis muito baixos, interruptores de fácil acessibilidade e manejo, luz de vigília instalada, cama alta trocada ou adaptada, tacos soltos devem ser colados, superfícies cortantes protegidas e faixas coloridas, fluorescentes, indicando o caminho do banheiro.

Uma boa iluminação também pode evitar quedas?

Sim, é fundamental um ambiente bem iluminado, principalmente para idosos com alguma deficiência visual.

Qual o piso ideal?

Piso plano, antiderrapante e sem irregularidades.

Como seria uma casa totalmente segura?

Seria um ambiente projetado e adaptado para evitar acidentes e minimizar riscos, priorizando a acessibilidade, conforto, segurança e preferências de seus moradores.

O que fazer em caso de quedas ou fraturas?

Em caso de queda sem lesão evidente, entre imediatamente em contato com seu médico para orientações e avaliação. No caso de queda com lesão evidente, suspeita de fratura ou na qual se bateu a cabeça, não importando a intensidade, procure imediatamente um serviço de pronto- atendimento.

**Esse texto foi originalmente publicado no site no portal de saúde IDMED: http://idmed.com/.**

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A atividade física na terceira idade

A atividade física na terceira idade

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Já é muito bem estabelecido que atividade física traz muitos benefícios para a saúde física e mental, e isso não poderia ser diferente na terceira idade: todo idoso pode e deve praticar algum tipo de atividade física. O geriatra Mário Luiz Brusque salienta que qualquer atividade física é melhor que nenhuma, ou seja, não é necessário realizar uma atividade 5 vezes por semana para começar a colher os frutos. Se um idoso começar caminhando 1 vez por semana, depois de algum tempo já notará os resultados.

Entretanto é fundamental que os idosos tomem alguns cuidados antes de iniciar uma atividade física. Primeiramente é necessário consultar um médico geriatra para que seja realizada uma avaliação clínica de seu estado de saúde e de sua capacidade física. Depois de liberado para iniciar uma atividade física por seu médico, o idoso deve procurar as orientações de um educador físico para diminuir os riscos de lesões, para adequar um programa que respeite as limitações de cada praticante, além de auxiliar a encontrar uma modalidade que mais se encaixe nas preferências e no perfil de cada um. “Não existe uma idade limite para se iniciar a prática de atividade física, ou seja, nunca é tarde para começar”, diz ele.

Os benefícios são muitos: o ganho de força, a melhora do equilíbrio e o aumento da amplitude dos movimentos, levando à melhora da funcionalidade, o que facilita a realização das atividades do dia a dia; a prevenção de quedas; a prevenção de declínio cognitivo; a melhora do funcionamento intestinal; o aumento da autoestima; o aumento da capacidade cardiopulmonar e o auxílio no combate de sintomas de doenças como depressão, doença pulmonar obstrutiva crônica, mal de Alzheimer, entre outras.

As modalidades mais recomendadas são aquelas que tragam prazer e que estimulem o idoso a uma prática regular. “Quando for optar por uma modalidade específica, o idoso deve levar em conta a preferência pessoal, facilidade de acesso, se há exigência de uma instalação específica para sua prática (ex.: piscina, academia, etc.), custo financeiro e se a modalidade escolhida é compatível com sua condição física. Por exemplo: um idoso com artrose severa de joelhos terá mais facilidade de exercitar-se na piscina”, diz o geriatra.

A prática de atividade física não é isenta de riscos em nenhuma faixa etária. Os idosos devem respeitar seus limites individuais e sempre seguir as orientações de seu médico e educador físico. Sempre que apresentar alguma dor ou desconforto, deverá reportá-lo e valorizá-lo para que essa prática não cause lesões nem torne-se prejudicial a sua saúde.

Segundo Dr. Brusque, não há uma restrição generalizada por modalidade, mas algumas vão exigir uma preparação mais específica e supervisionada e alguns pacientes podem apresentar restrições individuais que podem impedi-los de exercer alguma modalidade específica. Por exemplo, um paciente com sequela de um acidente vascular encefálico que não movimente uma de suas pernas não poderá praticar ciclismo, mas conseguirá praticar a natação.

Mas atenção: sempre que for iniciar uma atividade física, o idoso deve antes consultar seu médico.

**Esse texto foi originalmente publicado no site no portal de saúde IDMED: http://idmed.com/.**

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O que você deveria saber sobre menopausa

O que você deveria saber sobre Menopausa

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O que é Menopausa?

Menopausa é um processo natural que resulta no fim dos ciclos menstruais

A maioria das mulheres tem seu último ciclo por volta de 52 anos

A menopausa pode ocorrer mais cedo se a mulher for tabagista, tiver extraído seus ovários, ou tenha sido submetida a quimioterapia ou radioterapia

Como posso saber se atingi a Menopausa?

Se não tiver menstruado nos últimos 12 meses e tiver por volta de 50 anos, você provavelmente atingiu a menopausa

Ondas de calor, sudorese noturna e secura vaginal, são os sintomas mais comuns da menopausa. Esses sintomas são causados pela variação hormonal que ocorre na menopausa

Durante a menopausa, algumas mulheres podem apresentar variações do humor, dificuldade para dormir, dores no corpo, ou problemas de memória. Esses sintomas entretanto podem não estar ligados a variação hormonal

Devo fazer algum exame para Menopausa?

Exames laboratoriais podem ajudar a confirmar a menopausa mas geralmente não são necessários

Seu médico pode dosar seu hormônio folículo-estimulante (FSH) e solicitar outros exames para certificar-se que a menopausa é a causa dos seus sintomas, especialmente em mulheres mais jovens com sintomas da menopausa.

Devo fazer algum tratamento para meus sintomas?

Normalmente os sintomas da menopausa desaparecem com o passar do tempo sem tratamento específico. Em alguns casos porém os sintomas podem durar anos.

Algumas dicas para amenizar os sintomas:
– Não fume ou use bebidas alcoólicas em excesso
– Exercite-se regularmente e mantenha dieta saudável
– Use cremes vaginais lubrificantes
– Vista-se em “camadas”, mantenha o ambiente frio, durma com uma bolsa gelada de baixo do travesseiro

Se isso não ajudar pergunte a seu médico sobre reposição hormonal, medicamentos não hormonais e outros tratamentos

Devo fazer a terapia de reposição hormonal (TRH)?

– Discuta com seu médico os riscos e benefícios da TRH
– A TRH é mais efetiva contra as ondas de calor, sudorese noturna, secura vaginal e ainda ajuda a prevenir a osteoporose pós menopausa.
– Entretanto a TRH pode ter sérios efeitos colaterais aumentando a chance de trombose venosa, infarto cardíaco, acidente vascular encefálico, câncer de mama e pedras na vesícula.
– A TRH deve ser usada por no máximo 1 a 2 anos caso outros tratamentos não tenham sido eficazes

PARA MAIORES INFORMAÇÕES:

Consulte um médico de sua confiança e acesse os links abaixo:

www.menopausa.org.br
www.vivermenopausa.com
www.sbgg.org.br
www.menopause.org

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O que você deveria saber sobre osteoporose

O que você deveria saber sobre Osteoporose

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O que é Osteoporose ?

Osteoporose é uma doença que torna os ossos frágeis e susceptíveis a fraturas, mesmo que não haja trauma ou na ocorrência de uma leve batida que normalmente não teria força suficiente para quebrar um osso.

A Osteoporose pode ser diagnosticada antes que uma fratura ocorra através de um exame chamado Densitometria Óssea realizado em um aparelho que calcula a densidade dos ossos utilizando o raio x.

Se uma fratura não traumática ocorre em uma mulher já na menopausa com mais de 50 anos, o diagnóstico presuntivo de osteoporose pode ser estabelecido mesmo sem a densitometria óssea.

Por que é importante ?

Aproximadamente um em cada cinco pessoas com mais de 60 anos tem osteoporose ou osteopenia (massa mineral óssea baixa), que podem levar mais facilmente à fraturas

Uma mulher de 50 anos, branca tem 50% de chance de sofrer uma fratura osteoporótica no restante de sua vida. Um homem da mesma idade tem aproximadamente 20% de chance.

O risco para fraturas osteoporóticas é elevado em brancos, baixo em negros e intermediário em latinos e asiáticos, apesar de que indivíduos de qualquer raça podem desenvolver a osteoporose.

Fraturas osteoporóticas podem resultar em dor crônica, incapacidade, perda da independência, perda do apetite e aumentam o risco de morte.

Como é o tratamento ?

Deve-se praticar atividade física regular, principalmente com carga e manter uma ingesta adequada de cálcio e vitamina D.

É recomendada uma ingesta diária de aproximadamente 1200 mg de cálcio e 1000 unidades internacionais de vitamina D (colecalciferol).

Para idosos frágeis, medidas de prevenção de quedas incluem uma avaliação do domicílio para estudar maneiras de diminuir o risco de quedas, exercícios de alongamento, treino de equilíbrio e fortalecimento da musculatura das pernas

PARA MAIORES INFORMAÇÕES:

Consulte um médico de sua confiança e acesse os links abaixo:

www.minhavida.com.br/saude/temas/osteoporose
www.abcdasaude.com.br/artigo.php?312
www.reumatologia.org.br/Cartilha

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Orientação para Anticoagulação Oral

Orientações e o que você deveria saber sobre Anticoagulação Oral

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A anticoagulação oral é o tratamento que alguns pacientes realizam para tornar o seu sangue um pouco mais fluido. O nosso organismo possui uma propriedade de estancar o sangramento através da formação de coágulos, que têm por função impedir que ocorra uma hemorragia.
Nas situações normais do dia a dia, os coágulos sangüíneos são extremamente benéficos para a saúde. O problema ocorre quando os coágulos se formam em situações indesejadas, obstruindo vasos sanguíneos (no cérebro, pulmão e pernas) ou próteses e válvulas dentro do coração, prejudicando a circulação do sangue, o que pode levar a morte.

O medicamento anticoagulante mais utilizado é aquele que tem na sua fórmula a varfarina, que evita a formação de coágulos sangüíneos. A dose da varfarina capaz de tornar o seu sangue “anticoagulado” deve ser reajustada periodicamente pelo seu médico por meio da dosagem sanguínea do TAP e do INR. Rotineiramente, este exame deve ser feito 1 dia antes da sua consulta médica periódica, da mesma forma que os outros exames de sangue, de modo que você tenha o resultado em mãos no dia da consulta. Você também necessitará realizar esse exame em caráter de urgência, quando houver suspeita de que a dose do seu medicamento está errada, principalmente quando ocorre sangramento da gengiva ou na urina. Nos casos de exame de urgência não há necessidade de jejum prévio. Recomendamos realizar o exame sempre no mesmo laboratório, para evitar que ocorram pequenas variações de resultado.

Você também deve precaver-se contra machucados, usar luvas quando manipular objetos cortantes ou perfurantes e evitar esportes radicais e de impacto físico.
Recomendo sempre tomar o anticoagulante oral no mesmo horário, de preferência, em torno das 18 horas. Não há uma dose pré-estabelecida. Cada paciente terá a sua dose diária individualizada de acordo com a ação do anticoagulante sobre seu organismo, verificada através do exame de TAP e INR.

No caso de esquecimento, se você se lembrar no mesmo dia, tome a sua dose de anticoagulante oral imediatamente. Se a lembrança ocorrer somente no dia seguinte, não tome dose dupla para compensar o esquecimento do dia anterior. Após alguns dias sem tomar o anticoagulante oral, o seu reinício deverá ser feito após um novo exame de TAP e INR para conhecer o valor atual. A seguir, a sua dose de anticoagulante oral será estabelecida de acordo com as novas verificações de TAP e INR.

Existem medicamentos que diminuem e outros que aumentam o efeito anticoagulante da varfarina. Você deve informar ao seu médico todos os medicamentos que utiliza, para que ele oriente quais são contra-indicados no seu caso. É boa prática que você procure sempre a palavra do seu médico se uma nova droga lhe for recomendada, para que ele veja se está na lista dos medicamentos que podem modificar o efeito anticoagulante da varfarina. Além disto, você deve ter em mente que a prática da auto-medicação tem um alto potencial de interação medicamentosa com o anticoagulante oral. Um exemplo são os analgésicos comuns, que contêm em sua formulação o ácido acetilsalicílico, que potencializam o efeito anticoagulante da varfarina, podendo provocar hemorragia.

Em caso de dor de cabeça ou febre, a administração de paracetamol é a mais admissível. Em consulta a qualquer especialidade médica, nunca esqueça de avisar que você está em uso de anticoagulante oral, especialmente se receber uma receita com novos medicamentos. A ação do anticoagulante oral à base da varfarina faz-se através da redução da atividade dos fatores da coagulação que dependem da vitamina K; assim sendo, há necessidade de atenção aos alimentos ricos em vitamina K. Eles não estão proibidos, mas você deve manter uma quantidade mais ou menos constante, para não apresentar níveis muito mais elevados de vitamina K em determinados dias que em outros. Em outras palavras, se você puder evitar o consumo de alimentos ricos em vitamina K, tais como: couve, chá verde, nabo, espinafre, brócolis, alface, repolho, fígado e bucho (buchada), você estará diminuindo o efeito da alimentação sobre a anticoagulação oral.

Você não está proibido de ingerir bebida alcoólica, todavia, não deve exagerar na quantidade. Se o seu organismo receber excesso de álcool, será como se você tivesse tomado uma dose extra de anticoagulante oral e é muito provável que o valor do INR suba além do limite superior da faixa desejada; isto ocorre porque o álcool aumenta a ação anticoagulante da varfarina. Pacientes em uso de anticoagulante oral não deve exceder a dois copos de cerveja ou uma dose de uísque.

Efeitos adversos do anticoagulante oral não são comuns e incluem vermelhidão da pele, náusea, dor no abdome, dor de cabeça, diarréia e queda de cabelo. Em relação aos efeitos hemorrágicos, é útil você se fiscalizar quanto à manifestação de sangramento gengival, sangue pelo nariz, manchas roxas e sangue na urina. Qualquer efeito adverso deve ser comunicado imediatamente ao seu médico. Sempre que você necessitar realizar alguma cirurgia ou extração dentária, o seu médico deverá ser comunicado com grande antecedência para que ele prepare você para estes procedimentos. É fundamental que você informe ao seu dentista do uso de anticoagulante oral, pois, a decisão de suspender o tratamento em caso de extração dentária deve ser tomada em conjunto pelo médico e pelo dentista. O anticoagulante oral deve ser suspenso imediatamente após a confirmação da gravidez devido ao elevado risco de má formação do feto. Não há proibição expressa ao aleitamento materno perante uso de anticoagulante oral, porém isto deve ser indicado e acompanhado por médicos especialistas e com grande prática de anticoagulação.

No caso de hemorragia espontânea, comunique-se imediatamente com o seu médico. A maior probabilidade é que o nível de anticoagulação esteja acima do desejado e a conduta inclui a suspensão temporária ou redução da dose do anticoagulante, porém somente o seu médico poderá orientar a redução ou suspensão temporária do medicamento.

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Dez medicações que idosos devem evitar ou usar com cautela

Dez medicações que idosos devem evitar ou usar com cautela

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Idosos frequentemente tomam várias medicações, sejam prescritas por seus médicos, sejam fruto de auto-medicação ou até por indicação de conhecidos. São pessoas mais sensíveis aos efeitos adversos dos medicamentos e as interações entre eles, além de serem mais acometidas por doenças crônicas que necessitam de tratamento com múltiplas medicações.

Preocupados em diminuir o risco de efeitos adversos indesejáveis a American Geriatrics Society Foundation for Health in Aging elegeu uma lista de dez medicações que devem ser usadas com muita cautela pela população idosa.

Se você estiver usando umas destas medicações consulte seu médico. Não interrompa o uso de nenhuma medicação sem antes consultar seu médico.

USE COM PRECAUÇÃO

1- Anti-Inflamatórios Não Hormonais (AINHS) – medicamentos usados para reduzir a dor e processos inflamatórios.

Os AINHS podem aumentar o risco de indigestão, úlceras e sangramentos no estômago e intestinos. Também podem aumentar a pressão arterial, prejudicar os rins e piorar a insuficiência cardíaca.

– Evite AINHS de longa duração como indometacina e piroxicam

– AINHS de curta duração como Ibuprofeno e dipirona são escolhas mais seguras

– Se você usa AINHS regularmente e tem mais de 75 anos ou já teve úlcera no estômago, deverá proteger seu estômago contra sangramentos com medicações como misoprostol ou omeprazol.

– Devido ao risco elevado de causar sangramentos, NÃO use AINHS juntamente com aspirina, clopidogrel, warfarina, ticlopidina, dipiridamol ou dabigatran

EVITE

2- Digoxina, medicação usada para tratar insuficiência cardíaca e arritmias, usada em doses superiores a 0,125mg por dia, pode ser tóxica para idosos e pessoas com problemas renais

3- Clorpropamida, medicação usada no tratamento do diabetes, pode levar a episódios de hipoglicemia severa, principalmente em idosos e indivíduos com problemas renais

4- Relaxantes Musculares podem causar tontura, confusão mental, aumentam o risco de quedas, podem causar também boca seca, constipação intestinal e problemas urinários

– Ex: Ciclobenzprina, Carisoprodol e Baclofeno

5- Algumas medicações usadas para ansiedade e/ou insônia podem aumentar o risco de quedas, causar confusão mental, causar sonolência diurna e tontura

– Ex: Benzodiazepínicos como diazepam, clonazepam, alprazolam, lorazepam ou bromazepam / Medicações para insônia como zolpidem e zopiclone

6- Algumas medicações anticolinérgicas podem causar confusão mental, constipação instestinal, problemas urinários, borramento da visão e queda da pressão arterial

– Ex: Antidepressivos: amitriptilina e imipramina / Anti-parkinsoniano: triexifenidil

7- O analgésico Meperidina (Dolantina) – Este medicamento pode aumentar o risco de convulsões e causar confusão mental

8- Algumas medicações anti-alérgicas e anti-gripais que contenham os antihistamínicos difenidramina e clorfeniramina podem causar confusão mental, borramento da visão, constipação intestinal, problemas urinários e boca seca

9- Antipsicóticos (se não estiver sendo tratado para psicose) – podem aumentar o risco de derrame ou morte. Podem também causar tremores, aumentar o risco de quedas entre outros efeitos colaterais

– Ex: Haloperidol, risperidona, tioridazina, levomepromazina, olanzapina, quetiapina, ziprasidona, aripiprazol ou periciazina.

10- O Hormônio Estrógeno, tipicamente prescrito para tratar ondas de calor e outros sintomas da menopausa são drogas que podem aumentar o risco de câncer de mama, trombose e até demência

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O que você deveria saber sobre infarto do miocárdio

O que você deveria saber sobre o Infarto do Miocárdio

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O QUE É O INFARTO DO MIOCÁRDIO ?

É a morte das células de uma parte do músculo do coração em decorrência de uma súbita e intensa interrupção do fluxo sanguíneo, causada por um coágulo (trombo), da artéria coronária.

O QUE CAUSA O INFARTO ?

A principal causa do infarto á a arterosclerose, processo no qual placas de gordura se desenvolvem, ao longo dos anos, no interior das artérias coronárias criando dificuldade à passagem do sangue. Na maioria dos casos, o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas levando à formação do trombo e à interrupção do fluxo sanguíneo.
Cada artéria coronária irriga uma região específica do coração. Sendo assim, a localização do infarto dependerá da artéria obstruída.
Mais raramente, o infarto pode ser causado por espasmo da artéria coronária (contração súbita da parede da artéria) interrompendo o fluxo de sangue, ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do coração e que se aloja no interior da coronária.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO PARA A OCORRÊNCIA DE INFARTO ?

TABAGISMO: quem fuma tem duas vezes mais chance de apresentar angina ou infarto que os não-fumantes. O cigarro é o maior fator de risco para morte súbita por problemas cardíacos

COLESTEROL: o colesterol ruim (LDL) é uma gordura que existe no sangue e que quando em excesso, deposita-se no interior das artérias, levando à arterosclerose

DIABETES MELLITUS: favorecendo o depósito de gorduras na parede das artérias. A chance de ocorrência do infarto é 2 a 4 vezes maior nos diabéticos

HIPERTENSÃO ARTERIAL (“PRESSÃO ALTA”): a hipertensão promove desgaste da parede das artérias e sobrecarga o músculo cardíaco. Metade das pessoas que infartam são hipertensas

OBESIDADE: o excesso de peso e, especialmente, a obesidade abdominal (acúmulo de gordura na região da cintura) aumentam a chance de ataque cardíaco

ESTRESSE E DEPRESSÃO: essas condições estão relacionadas à maior ocorrência de infarto e, quando não tratadas, há chance de piorar a evolução dos pacientes após o infarto

QUAIS OS SINTOMAS DO INFARTO DO MIOCÁRDIO ?

Dor ou desconforto no peito que pode irradiar-se para as costas, mandíbula, braço esquerdo e, mais raramente, para o braço direito. A dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax. Menos frequentemente, a dor é localizada no abdomen, podendo ser confundida com gastrite ou esofagite de refluxo.
Falta de ar: especialmente nos idosos, esse pode ser o principal sintoma de infarto Outros sintomas incluem: sudorese (suor em excesso), palidez e alteração dos batimentos cardíacos.
Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser “silencioso”, ou seja, sem sintomas específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito apresentado por esses pacientes

COMO É O TRATAMENTO ?

O infarto do miocárdio é uma emergência médica. Metade das mortes por infarto ocorre nas primeiras horas após o início dos sintomas. O quanto antes for iniciado o tratamento maior a quantidade de músculo cardíaco será salva: TEMPO É MÚSCULO ! O tratamento inicial dependerá do tipo de infarto que esteja ocorrendo. O infarto com interrupção completa do fluxo sanguíneo requer desobstrução imediata da artéria coronária, seja com medicações (desobstrução química) ou através de um cateterismo cardíaco (desobstrução mecânica), a depender do caso. Já o infarto em que a obstrução do fluxo é parcial, o tratamento é direcionado para evitar que ocorra a obstrução total da artéria e para tratar a isquemia (sofrimento do músculo em consequência da redução do fluxo sanguíneo).

PARA MAIORES INFORMAÇÕES:

Consulte um médico de sua confiança e acesse os links abaixo

www.abc.med.br/p/22385/infarto+do+miocardio.htm
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/infarto

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Diabetes na Melhor Idade

Diabetes na Melhor Idade

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O doutor Mário Luiz Brusque participou da matéria “Diabetes na melhor idade” da revista Vida Saudável & Diabetes.

Descubra quais as consequências e como lidar com a disfunção nos idosos.

Quatro milhões de pessoas. Esse é o número de idosos que são portadores de diabetes no Brasil.
Boa parte deles apresenta o quadro de diabetes tipo 2, que se desenvolve, geralmente, em adultos com maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse.

Em virtude do envelhecimento, o organismo produz menos insulina, que por sua vez tem a ação dificultada pela obesidade, o que causa a resistência insulínica.
Muitas vezes os sintomas demoram a aparecer e a pessoa fica anos sem saber que tem o problema.

Foi isso que aconteceu com Sérgio Metzger, consultor de empresas de 68 anos, que descobriu há 6 anos ser portador do tipo 2. “Sempre fui negligente com a alimentação, vivia acima do peso e nunca me preocupei com as calorias dos alimentos”, conta. Para ele, uma das maiores dificuldades foi mudar hábitos já na terceira idade. “Precisei adequar minha rotina e priorizar refeições mais saudáveis”.

A dieta da pessoa diabética que já passou dos 60 anos deve ser fracionada durante o dia em cinco a seis pequenas refeições, com intervalos regulares. “É preciso ter cuidado para não restringir demais e correr o risco de desnutrição ou hipoglicemia. Uma dieta balanceada com quantidades certas de alimentos energéticos (carboidratos), reguladores (fibras, vitaminas e minerais) e construtores (proteínas e cálcio) é fundamental para a saúde do diabético”, orienta o geriatra Mário Luiz Brusque.

Os alimentos com baixo índice glicêmico também são indispensáveis para o cardápio. “Vitaminas e suplementos alimentares podem ajudar o paciente a manter sua massa muscular e viver melhor”, complementa o endocrinologista Edgard D’Ávila Niclewicz.

O idoso é considerado portador de diabetes se na glicose de jejum obtiver duas dosagens diferentes acima ou igual a 200 mg/dl, mesmo sem estar em jejum. Para o teste de hemoglobina glicosada, o valor de referência é acima de 6,5% e no teste oral de tolerância a glicose os resultados devem ser superiores ou iguais a 200 mg/dl. Não é preciso fazer todos os exames, basta um deles para confirmar. “Ao contrário do que se pensa, o diagnóstico do idoso não é diferente de pacientes de outras idades. Os critérios dos exames são os mesmos”, informa o geriatra.
Como o diabetes tipo 2 é pouco sintomático, muitas pessoas levam anos para reconhecer o problema. A demora em buscar tratamento pode gerar uma série de complicações. Os principais riscos são infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), cegueira, insuficiência renal, amputações por disfunções vasculares, neuropatias e aumento da incidência de infecções.
No caso de pacientes com mais de 15 anos de diagnóstico, a prevalência de complicação é ainda mais alta. Quando a disfunção é mal controlada, as chances de desenvolver síndromes geriátricas, como incontinência urinária, instabilidade e depressão, são maiores.

EM BUSCA DE AJUDA

O tratamento do idoso deve focar na prevenção de complicações, controle da hiperglicemia e de sintomas associados à disfunção. A hipoglicemia precisa ser evitada também, para que não ocorram casos de quedas com fraturas e internação hospitalar. Mas não é só a hipoglicemia que pode ser culpada pelos tombos; esses incidentes geralmente ocorrem pela combinação de fatores de riscos causados pelos efeitos medicamentosos, alterações da acuidade visual, diminuição da sensibilidade tátil nos pés, déficit cognitivo e ataques de tontura. Para contornar a predisposição para quedas que todo idoso tem, uma ótima medida é fazer exercícios físicos. “A prática de atividade física fortalece os membros inferiores, o equilíbrio, previne ou atenua o declínio cognitivo e melhora os reflexos” ressalta Brusque.
Não é para menos que muitos especialistas afirmam que o segredo para envelhecer com saúde é manter a diabetes sob controle. “Atividade física regular, uso correto das medicações e uma dieta controlada e balanceada são o tripé para o controle da doença” enfatiza o médico.

ENVELHECER ANTES DA HORA

Reza a lenda que pessoas com diabetes envelhecem mais cedo, porém não existem estudos consistentes sobre essa relação. Apesar de grande especulação, formulada devido a uma teórica influência da sinalização insulina sobre a produção de hormônios ligados à longevidade, ainda não há nada comprovado. A informação concreta é um aumento do risco mortalidade precoce pelos diabéticos.

ALZHEIMER E DIABETES

A relação entre as duas doenças já está estabelecida no meio médico e o diabético possui duas vezes mais chance de desenvolver Alzheimer. “A diminuição dos níveis de insulina parece levar à degeneração ou mesmo morte das células cerebrais, além de aumentar o depósito de placas de gordura nas artérias e arteríolas cerebrais”, informa Brusque. O Alzheimer também desencadeia distúrbios de memória e cognição. O desenvolvimento pode ser retardado pelo tratamento, mas na reta final pode levar à morte; a cura ainda não é uma realidade. O tratamento de um paciente com Alzheimer e diabetes pode ser um grande desafio, dependendo do estágio da doença e do grau de comprometimento cognitivo.

Fontes: Mário Luiz Brusque, especialista em geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG); Edgard D’Ávila Niclewicz, endocrinologista e presidente do Centro de Diabetes Curitiba e da Sociedade Brasileira de Diabetes (regional Paraná).

**Os textos publicados no site têm o objetivo de informar e não substituem a consulta médica.**

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